Unileão apoia o Dezembro Laranja e alerta para cuidados com a pele
Câncer de pele é o mais incidente no Brasil e o Instituto Nacional do Câncer (INCA) avalia que os números são preocupantes em 2020.
O câncer de pele é o tipo de tumor maligno mais incidente no Brasil, no entanto, quando descoberto em estágio inicial, tem mais de 90% de chance de cura. Diante desse quadro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove a campanha do Dezembro Laranja desde 2014 para auxiliar na conscientização da sociedade sobre a prevenção, o diagnóstico, o tratamento e a importância de não subestimar a doença.
A região do Cariri é conhecida pela alta incidência solar e pelo calor sentido durante a maior parte do ano. E é na exposição desprotegida ao sol que está um dos perigos mais preocupantes para o maior órgão do corpo humano: o câncer de pele. Atento ao perigo e como apoio a esse movimento de conscientização, o Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) alerta a comunidade acadêmica e a população caririense sobre os cuidados preventivos com a pele, bem como incentiva o diagnóstico precoce da doença.
Por meio do curso de Enfermagem, a Instituição capacita profissionais na atenção e nos cuidados a pacientes com câncer. Com isso, os estudantes da graduação passam a entender o funcionamento da doença e experimentam uma abordagem educativa com mais profundidade. O curso conta com uma disciplina dedicada totalmente ao estudo da Oncologia e à assistência dos profissionais da Enfermagem nessa área específica.
Câncer de pele é coisa séria
O câncer de pele pode ser classificado como melanoma, o tipo mais raro e grave devido à sua alta possibilidade de provocar metástase e levar à morte, e o não melanoma, mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente, pode deixar mutilações expressivas. Nas duas classificações, o prognóstico pode ser bom quando detectado em sua fase inicial.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) avalia que os números são preocupantes em 2020. Dados da Estimativa de Câncer 2020 mostram que o número de novos casos de câncer de pele não melanoma no Brasil estimados para cada ano do triênio 2020-2022 chegam a 176.930. As regiões Norte e Nordeste do país ocupam a segunda posição de maior incidência da doença, com um risco estimado de 86,87 novos casos a cada 100 mil habitantes. A doença responde por 33% de todos os diagnósticos de câncer de pele no Brasil.
Causas e sinais do câncer de pele
A causa do câncer de pele está relacionada a alguns fatores de risco, entre eles: à exposição aos raios UV de forma exagerada e desprotegida ao longo da vida, principalmente na infância e na adolescência; à exposição a câmaras de bronzeamento artificial; a ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino; ao histórico familiar ou pessoal de câncer de pele.
O câncer de pele não melanoma apresenta-se como:
- Manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram;
- Feridas que não cicatrizam em quatro semanas.
Para identificar o melanoma, uma regra adotada internacionalmente é a do “ABCDE”:
- Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;
- Bordas irregulares: contorno mal definido;
- Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul);
- Diâmetro: maior que 6 milímetros;
- Evolução: mudanças observadas em suas características (tamanho, forma ou cor).
A SBD frisa a importância de se ter atenção a pintas que crescem, manchas que aumentam, sinais que se modificam ou feridas que não cicatrizam. Ao notar qualquer um desses sinais, a entidade orienta a procurar um médico para evitar a progressão de um câncer de pele.
Prevenção
Os hábitos de exposição solar se configuram no principal fator de desenvolvimento do câncer de pele, por isso, o foco de prevenção deve ser voltado para os cuidados de fotoproteção. Para evitar riscos à saúde da pele é essencial que, desde cedo, sejam adquiridos hábitos dos cuidados, que incluem:
- Uso de óculos de sol;
- Roupa com proteção UV;
- Uso de bonés ou chapéus;
- Evitar a exposição solar entre 9h e 15h;
- Utilizar filtro solar com FPS igual ou superior a 30, reaplicando o produto a cada duas horas.
Câncer de pele em animais
Assim como nos humanos, é importante saber que o câncer de pele nos animais domésticos tem alta incidência nas clínicas veterinárias e vem aumentando bastante em relação à expectativa de vida dos pets, que tem sido ampliada em 8 a 10 anos a depender da espécie, raça e tamanho.
A profa. Inês Nunes Queiroga, responsável pela disciplina de Introdução à Oncologia Veterinária no curso de Medicina Veterinária da Unileão, relata que os principais tipos de câncer de pele que podem acometer animais domésticos são: o carcinoma de células escamosas, os melanomas, as mastocitomas, dentre outros, enquanto as raças mais predispostas entre os cães são: Dálmata, Pit Bull, Terriers, Beagles e os cachorros sem raça definida (SRD). Entre os gatos, correm mais riscos os brancos de olhos azuis e pele hipopigmentada.
“Os tecidos moles e a pele representam os dois maiores alvos de surgimento de neoformações nos animais domésticos e são os mais frequentemente diagnosticados, em detrimento da variedade de tipos celulares potencialmente passíveis de transformação em células neoplásicas”, explica a docente do curso de Medicina Veterinária.
As causas que favorecem o desenvolvimento da doença estão ligadas à predisposição genética e à exposição a fatores físicos e químicos. De acordo com a profa. Inês Nunes Queiroga, a atenção deve estar voltada aos animais mais velhos, com observação de sinais de alerta, como:
- Feridas pequenas que não cicatrizam e sangram;
- Prurido intenso num local específico;
- Nódulos brancos ou escurecidos;
- Regiões crostosas, com descamação e perda de pelos;
- Presença de apetite reduzido, com consequente perda de peso e episódios recorrentes de vômito.
Ao contrário dos humanos, os animais não têm consciência para adotarem sozinhos meios preventivos a fim de evitar o câncer de pele, por isso, os tutores têm um papel fundamental no cuidado e manutenção da saúde dos animais.
“O tutor tem papel trivial no reconhecimento dos sinais. Outro fator de extrema importância é a implantação da fotoeducação como medida efetiva de prevenção, que consiste em evitar a exposição solar no horário das 10h às 16h e optar pelo uso de proteção como filtros solares em animais de pelagem clara e nas raças predisponentes”, informa a profa. Inês Nunes Queiroga.
(88)99216-3040




